Praça da Bíblia

Spoladore | Retórica | Segunda, 7 de Julho de 2008

Colocaram Cascavel no mapa!
Agora dá pra ver do espaço:

light - light

Jetson’s Restaurant

Spoladore | Retórica, Internet | Sexta, 20 de Junho de 2008

Restaurante automático

Facil, rápido e prático. O menu digital agiliza o atendimento nos restaurantes, e com certeza você, pelo menos, já ouviu falar. Agora a automação está tomando outros níveis, somente antes imaginados no mundo dos Jetsons. Clica no seu pedido e a comida chega até a mesa através de trilhos.

Mas será que aqui estamos prontos pra isso? Aquela conversa cara a cara com o garçon pode ser indispensável em alguns restaurantes.

Telefone celular frita pipoca

Spoladore | Vídeos, Retórica, Internet | Terça, 10 de Junho de 2008

Físicos dizem não ser possível, assim como cozinhar um ovo usando aparelhos celulares. Então seria um vídeo viral, pois foi assistido mais de um milhão de vezes na semana que passou.

Mas quem pode dizer?

O Palacete de Celso Garcia

Spoladore | Retórica | Segunda, 26 de Maio de 2008

Originalmente publicado por Lélio Cesar, no Blog Falando Sério.
Bela lembrança do meu saudoso avô, o sangue quente José Spoladore.

Palacete Celso Garcia 28 03 1947 - Palacete Celso Garcia 28 03 1947

O Palacete de Celso Garcia

Avenida Higienópolis esquina com Rua Tupi - Londrina

Celso Garcia Cid, espanhol de sangue quente, precisava contratar um construtor para erguer uma casa imponente, que representasse a pujança de Londrina e servisse de cartão de visitas para atrair novos imigrantes. O construtor mais conceituado na época era o mestre de obras José Spoladore (pai do médico Hércule Spoladore), italiano de sangue tão quente quanto o de Celso Garcia. Ali estava uma alquimia com todos os ingredientes para não dar certo.

Quem contou esta história ao jornalista Widson Schwartz foi o próprio José Spoladore, poucos meses antes de ser transferido para o andar de cima. Schwartz, o jornalista que melhor resgata a história de Londrina, publicou a matéria no JL.
Quando procurado, José Spoladore teria dito a Celso Garcia:

“Não vou trabalhar para o senhor e não vou construir a sua casa. O senhor é espanhol, tem o sangue muito quente e eu sou italiano e também tenho o sangue quente. Nós não vamos combinar e vamos passar o tempo todo brigando. O Senhor é muito mandão e em mim ninguém nunca mandou e ninguém nunca vai mandar”.

Teria retrucado Celso Garcia:

“Não me interessa se você quer ou não, é você quem você vai construir a minha casa. Não quero outro, quero é você e você vai construir a casa”.
- Para o senhor eu não trabalho.
- Vai trabalhar sim, porque eu quero.
- Não vou construir a sua casa
- Vai construir sim, outro não serve.

E assim, aos trancos e barrancos, se poderia dizer em linguagem mais atual “entre tapas e beijos”, a construção começou, seguiu seu rumo e ficou pronta. Lá estava imponente o Palacete da Avenida Higienópolis esquina com Rua Tupi, como mostra esta foto tirada em 28 de março de 1947. Celso Garcia e José Spoladore, dois homens de personalidade forte, aparecem lado a lado na foto. Hoje o palacete abriga uma agência do Sudameris, mas ainda exibindo a pujança dos primeiros anos de Londrina.

El mas feo del mundo

Spoladore | Retórica | Quarta, 30 de Abril de 2008

Fim de carreira é fazer resenha de vídeo do Youtube.

Saca só o naipe do banheiro do boteco. parede azul royal, da cor da cerva Polar.
Sertanejo portoriquenho rolando no ambiente, quando a lingua do protagonista desenrola e cai até o peito dele, impressionante.
Coadjuvantes quase se matam de tanto rir quando o feioso fecha a cara, literalmente.

- Nossa, ele nasceu assim? - pergunta o Gabriel. Cabe um caneco na lingua do cara. Lingua de CD.

“paracunalepa, paranacunalepa, dique voigo la cumba cunda”

Manuel Bandeira

Spoladore | Retórica | Quarta, 30 de Abril de 2008

O Bicho

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

Design novidades

Spoladore | Retórica, Design, Cascavel | Quinta, 24 de Abril de 2008

É o termo da moda. Qualquer coisa somada a DESIGN fica bonito, chique, pega bem.

design - design

Pelo jeito, por aqui, só eu penso em design como projeto, e continuo insistindo nisso. Teimoso que só, tenho vivido de Design nos últimos 15 anos (os três últimos em Cascavel). Acredite.

Se tiver mais algum designer por aqui no oeste, apareça. Estou sem parceiro de ping-pong.

pmdesign - pmdesign

- Empresa de jardinagem em Arapongas.

Para onde? Quando? Como?

Spoladore | Retórica | Quinta, 24 de Abril de 2008

Informação nunca é demais?

were - were

Paranavaí, a terra das coisas sem sentido, ou com sentidos demais.

Google sem limites

Spoladore | Retórica, Internet | Terça, 1 de Abril de 2008

“O universo ainda é nosso? Já viu o Google Sky?

googlesky - googlesky

Anna Carolina me perguntou e a primeira questão está martelando um pouco ainda. Bom, em princípio, o universo nunca foi meu, nem seu, nem de ninguém. Já que não era de ninguém, o Google o tomou para si, e agora é de todo mundo.

Agora, até pela Internet dá pra ver o quanto somos pequenos. Já dizia um irmão, “Se a nossa frente vemos o infinito, imagina o que está atrás de nós”.

Mas ainda fico um pouco assustado…

Vale ver o Hubble Deep Field novamente:

Como ser um crítico de Rock

Spoladore | Retórica, Somzeira, Cascavel | Terça, 1 de Abril de 2008

Há 4 domingos tenho acompanhado o caderno Alt da Gazeta do Paraná, onde o Prof. Silvio Demétrio traduziu livremente “Como ser um crítico de Rock”, de Lester Bangs. Na edição deste domingo, a parte final, veio um formulário básico de críticas de música, onde você apenas preenche algumas lacunas, escolhe algumas alternativas e PÁ! Tá feita sua crítica.

Para seguir a sugestão de Bangs, como tema da crítica, escolhi o último disco do Engenheiros do Havai que nunca ouvi e nunca gostei. Em algumas etapas tomei a liberdade de escolher duas alternativas para compor o parágrafo. Confira o resultado:

Novos Horizontes, Acústico MTV.

Este último lançamento dos Engenheiros do Havaii é importante tão somente na medida em que serve de delineador dos contornos do mal-estar contemporâneo para os historiadores do rock do futuro, se realmente for existir algum com toda essa poluição que está rolando por aí. O disco é um monte de estrume de porco. É tão danado de chato ter de abrir esses pedaços de bosta todos os dias, ter de desperdiçar tempo, quebrar as unhas, sabendo que metade do que rola é só a repetição de um álbum já lançado, que dificilmente consigo me concentrar em desembrulhar a pacoteira depois de já ter tirado os discos de dentro das caixas de papelão (cujas pilhas crescem numa grande bagunça que se espalha pela casa inteira para depois serem arrastadas para um canto por meus amigos cabeçudos!), e eu realmente mal consigo aguentar colocar os CDs no aparelho de som depois disso tudo. Gostaria que ele quebrasse de alguma maneira que eu não tivesse que escutar tanta coisa. Mesmo assim, coloquei esse troço pra tocar como qualquer outra coisa exceto aquelas que nunca consegui, e exatamente agora estou ouvindo e, sabe de uma coisa? Eu estava certo. É uma merda mesmo!

A primeira música Toda forma de Poder me lembra minha avó chamando o Hugo na banheira depois de ter comido aquele peixe que nós tínhamos pescado algo que não foi muito bom para o jantar, quando eu tinha 3 anos de idade. A primeira coisa que você nota é que essa mixagem inteira é uma lavagem e esse álbum tem o que é provavelmente a pior produção do ano. O impacto inteiro do que rola nesse disco pode não te pegar em cheio de primeira, mas se você continuar escutando uma porção de vezes por dia durante a semana, especialmente no fone de ouvido, no final vai aparecer para você num lampejo a revelação de que você é surdo de um ouvido. A segunda parte do disco é um pouco mais da mesma merda (Nem meu cachorro gostou) devido ao fato de que eu passei desinfetante no disco e ele pareceu tocar melhor. Apesar disso, penso que o verdadeiro significado de suas densas e soturnas letras só pode ser captado mediante jogar essa incoerência de merda na lata do lixo e sair para beber uma cerveja, onde provavelmente vai estar rolando alguma coisa melhor no som do boteco (estando onde estou, é preciso considerar melhor essa última hipótese).

Esse trabalho tem inspirado bile venenosa, uma ânsia inesgotável em mim que eu não consigo me conter para descrever o resto do disco. Críticas que vão faixa por faixa são uma chatice, e o álbum não custa mais do que 20 paus na loja certa, então saia e compre o disco para ver por si mesmo se presta ou não. Quem sou eu, ou então qualquer outro crítico ou ser vivente da face da Terra, para lhe dizer como uma música deve ser? Somente você pode ouvi-la com seus próprios ouvidos. Estou certo ou não? É claro que estou. Só sei que vou continuar escutando esse disco até eu sair para o quintal de casa e jogar no incinerador essa ofensa para os meus ouvidos assim que eu acabar de digitar todo esse vômito. Portanto, antes de eu assinar meu nome no pé da página e pegar a grana que esse almanaque de segunda que nunca me paga direito, gostaria de deixar para você uma mensagem: Dado que esses caras são complacentes o suficiente para imprimirem essa coisa toda, mas também não me pagam direito, porque então você não faz isso? Provavelmente eu tenho dado grandes toques sobre uma porção de bons discos nos últimos anos, e por que eu iria cair fora disso agora? Nada além de um monte de mágoas! Um monte de abusos cretinos que não conseguem entender que o rock’n roll é a Revolução! Um monte de sanguessugas baratos como cães atrás de mim! Mas eu tenho o corpo fechado. Então me envie $$$, caramba, ou eu nunca mais escrevo uma palavra novamente enquanto eu viver! Do seu fiel correspondente,

Rafael Spoladore
rafael@spoladore.com.br

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