El mas feo del mundo

Spoladore | Retórica | Quarta, 30 de Abril de 2008

Fim de carreira é fazer resenha de vídeo do Youtube.

Saca só o naipe do banheiro do boteco. parede azul royal, da cor da cerva Polar.
Sertanejo portoriquenho rolando no ambiente, quando a lingua do protagonista desenrola e cai até o peito dele, impressionante.
Coadjuvantes quase se matam de tanto rir quando o feioso fecha a cara, literalmente.

- Nossa, ele nasceu assim? - pergunta o Gabriel. Cabe um caneco na lingua do cara. Lingua de CD.

“paracunalepa, paranacunalepa, dique voigo la cumba cunda”

Manuel Bandeira

Spoladore | Retórica | Quarta, 30 de Abril de 2008

O Bicho

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

Design novidades

Spoladore | Retórica, Design, Cascavel | Quinta, 24 de Abril de 2008

É o termo da moda. Qualquer coisa somada a DESIGN fica bonito, chique, pega bem.

design - design

Pelo jeito, por aqui, só eu penso em design como projeto, e continuo insistindo nisso. Teimoso que só, tenho vivido de Design nos últimos 15 anos (os três últimos em Cascavel). Acredite.

Se tiver mais algum designer por aqui no oeste, apareça. Estou sem parceiro de ping-pong.

pmdesign - pmdesign

- Empresa de jardinagem em Arapongas.

Para onde? Quando? Como?

Spoladore | Retórica | Quinta, 24 de Abril de 2008

Informação nunca é demais?

were - were

Paranavaí, a terra das coisas sem sentido, ou com sentidos demais.

Songza - Jukebox digital

Spoladore | Somzeira, Internet | Quarta, 9 de Abril de 2008

Songza Logo - Songza Logo

Lançado em Novembro de 2007 o Songza é uma jukebox digital e funciona como o Last.fm, porém muito mais simples e rápido. Sua navegação é totalmente baseada na linguagem da segunda geração da web (Web 2.0). Você pode escolher entre mais de 28 milhões de músicas e ouví-las gratuitamente em boa qualidade, montar suas playlists, compartilhar canções e se gostar de algum artista, pode comprar seu álbum pelo Google Products.

Para se ter uma idéia da abrangência, fiz uma busca por uma banda nem tanto conhecida: Thunderbird e os Devotos de Nossa Senhora Aparecida - Está lá!

Para facilitar, o player pode ser comandado pelo teclado.

Escute agora a playlist desse post criada no Songza.

Às voltas com o inesperado.

Spoladore | Escrevendo em caixas de camisa | Segunda, 7 de Abril de 2008

Motoristas desavisados que se cuidem. A lenda se tornou facto e as árvores estão atravessando as ruas.
Em Paranavaí (PR), numa rua que chega no Estádio Waldemiro Vagner.

averes - averes

Google sem limites

Spoladore | Retórica, Internet | Terça, 1 de Abril de 2008

“O universo ainda é nosso? Já viu o Google Sky?

googlesky - googlesky

Anna Carolina me perguntou e a primeira questão está martelando um pouco ainda. Bom, em princípio, o universo nunca foi meu, nem seu, nem de ninguém. Já que não era de ninguém, o Google o tomou para si, e agora é de todo mundo.

Agora, até pela Internet dá pra ver o quanto somos pequenos. Já dizia um irmão, “Se a nossa frente vemos o infinito, imagina o que está atrás de nós”.

Mas ainda fico um pouco assustado…

Vale ver o Hubble Deep Field novamente:

Como ser um crítico de Rock

Spoladore | Retórica, Somzeira, Cascavel | Terça, 1 de Abril de 2008

Há 4 domingos tenho acompanhado o caderno Alt da Gazeta do Paraná, onde o Prof. Silvio Demétrio traduziu livremente “Como ser um crítico de Rock”, de Lester Bangs. Na edição deste domingo, a parte final, veio um formulário básico de críticas de música, onde você apenas preenche algumas lacunas, escolhe algumas alternativas e PÁ! Tá feita sua crítica.

Para seguir a sugestão de Bangs, como tema da crítica, escolhi o último disco do Engenheiros do Havai que nunca ouvi e nunca gostei. Em algumas etapas tomei a liberdade de escolher duas alternativas para compor o parágrafo. Confira o resultado:

Novos Horizontes, Acústico MTV.

Este último lançamento dos Engenheiros do Havaii é importante tão somente na medida em que serve de delineador dos contornos do mal-estar contemporâneo para os historiadores do rock do futuro, se realmente for existir algum com toda essa poluição que está rolando por aí. O disco é um monte de estrume de porco. É tão danado de chato ter de abrir esses pedaços de bosta todos os dias, ter de desperdiçar tempo, quebrar as unhas, sabendo que metade do que rola é só a repetição de um álbum já lançado, que dificilmente consigo me concentrar em desembrulhar a pacoteira depois de já ter tirado os discos de dentro das caixas de papelão (cujas pilhas crescem numa grande bagunça que se espalha pela casa inteira para depois serem arrastadas para um canto por meus amigos cabeçudos!), e eu realmente mal consigo aguentar colocar os CDs no aparelho de som depois disso tudo. Gostaria que ele quebrasse de alguma maneira que eu não tivesse que escutar tanta coisa. Mesmo assim, coloquei esse troço pra tocar como qualquer outra coisa exceto aquelas que nunca consegui, e exatamente agora estou ouvindo e, sabe de uma coisa? Eu estava certo. É uma merda mesmo!

A primeira música Toda forma de Poder me lembra minha avó chamando o Hugo na banheira depois de ter comido aquele peixe que nós tínhamos pescado algo que não foi muito bom para o jantar, quando eu tinha 3 anos de idade. A primeira coisa que você nota é que essa mixagem inteira é uma lavagem e esse álbum tem o que é provavelmente a pior produção do ano. O impacto inteiro do que rola nesse disco pode não te pegar em cheio de primeira, mas se você continuar escutando uma porção de vezes por dia durante a semana, especialmente no fone de ouvido, no final vai aparecer para você num lampejo a revelação de que você é surdo de um ouvido. A segunda parte do disco é um pouco mais da mesma merda (Nem meu cachorro gostou) devido ao fato de que eu passei desinfetante no disco e ele pareceu tocar melhor. Apesar disso, penso que o verdadeiro significado de suas densas e soturnas letras só pode ser captado mediante jogar essa incoerência de merda na lata do lixo e sair para beber uma cerveja, onde provavelmente vai estar rolando alguma coisa melhor no som do boteco (estando onde estou, é preciso considerar melhor essa última hipótese).

Esse trabalho tem inspirado bile venenosa, uma ânsia inesgotável em mim que eu não consigo me conter para descrever o resto do disco. Críticas que vão faixa por faixa são uma chatice, e o álbum não custa mais do que 20 paus na loja certa, então saia e compre o disco para ver por si mesmo se presta ou não. Quem sou eu, ou então qualquer outro crítico ou ser vivente da face da Terra, para lhe dizer como uma música deve ser? Somente você pode ouvi-la com seus próprios ouvidos. Estou certo ou não? É claro que estou. Só sei que vou continuar escutando esse disco até eu sair para o quintal de casa e jogar no incinerador essa ofensa para os meus ouvidos assim que eu acabar de digitar todo esse vômito. Portanto, antes de eu assinar meu nome no pé da página e pegar a grana que esse almanaque de segunda que nunca me paga direito, gostaria de deixar para você uma mensagem: Dado que esses caras são complacentes o suficiente para imprimirem essa coisa toda, mas também não me pagam direito, porque então você não faz isso? Provavelmente eu tenho dado grandes toques sobre uma porção de bons discos nos últimos anos, e por que eu iria cair fora disso agora? Nada além de um monte de mágoas! Um monte de abusos cretinos que não conseguem entender que o rock’n roll é a Revolução! Um monte de sanguessugas baratos como cães atrás de mim! Mas eu tenho o corpo fechado. Então me envie $$$, caramba, ou eu nunca mais escrevo uma palavra novamente enquanto eu viver! Do seu fiel correspondente,

Rafael Spoladore
rafael@spoladore.com.br